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Os maiores erros das marcas ao entrar no metaverso

  • 1 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Para muitas marcas, o metaverso ainda parece uma corrida do ouro. Novas plataformas, audiências gigantes e manchetes sobre ativações virais criam a ilusão de que basta “estar lá” para ter resultados. Na prática, a maioria das experiências de marca no metaverso falha em silêncio.


Não por falta de tecnologia, mas por falta de estratégia.


Roblox, Fortnite e outras plataformas imersivas não são apenas novos canais de mídia. São ecossistemas sociais, com culturas próprias, regras claras e expectativas bem definidas. Quando as marcas ignoram isso, o resultado costuma ser o mesmo: mundos vazios, baixo engajamento e nenhum impacto real no negócio.


A seguir, os erros mais comuns que vemos marcas cometerem ao entrar no metaverso e como evitá-los.



Tratar o metaverso como publicidade tradicional


Um dos erros mais frequentes é encarar o metaverso como um outdoor em 3D.

Muitas marcas criam experiências cheias de logotipos, slogans nas paredes e ambientes bonitos, mas sem nada interessante para fazer. O usuário entra, olha ao redor por alguns segundos e sai.


Em plataformas como Roblox e Fortnite, atenção não se compra. Ela é conquistada por meio da interação.


O que fazer em vez disso:


  • Criar experiências centradas em gameplay, exploração ou interação social

  • Integrar a marca à mecânica da experiência, não apenas à estética

  • Pensar primeiro no que o jogador vai fazer, não no que ele vai ver


Sem um motivo claro para permanecer, não há engajamento.

Priorizar visuais em vez de gameplay e interação


Visual impressiona, mas não sustenta.


Muitas marcas investem pesado em ambientes visualmente incríveis que, na prática, são vazios. Não há progressão, desafio, recompensa ou surpresa. O resultado são mundos bonitos com baixíssima retenção.


No marketing imersivo, a experiência vem antes do design.


O que fazer em vez disso:


  • Definir o loop principal da experiência: ação, recompensa e progressão

  • Criar momentos de descoberta e conquista

  • Usar o visual como suporte à experiência, não como protagonista


Uma experiência simples e bem pensada engaja mais do que um mundo sofisticado sem propósito.


Entrar sem objetivos claros ou KPIs definidos


Outro erro crítico é lançar uma experiência no metaverso sem saber como o sucesso será medido.


Termos como “engajamento” e “brand awareness” são comuns, mas vagos demais se não forem traduzidos em métricas concretas dentro da plataforma.


Sem KPIs claros, não há como otimizar nem justificar investimento.


O que definir desde o início:


  • Número de jogadores únicos

  • Tempo médio por sessão

  • Taxa de retenção (dia 1, dia 7, dia 30)

  • Compartilhamentos e conteúdo gerado pelos usuários

  • Cliques em links externos, resgates de cupons ou recompensas


Experiências imersivas são altamente mensuráveis. O erro está em não medir.

Ignorar a cultura e a comunidade da plataforma


Cada plataforma tem sua própria linguagem, comportamento e códigos sociais.


Roblox não funciona como Fortnite. Fortnite não funciona como outros ambientes virtuais. O que engaja em uma pode falhar completamente em outra.


Muitas marcas erram ao impor sua identidade sem adaptar o tom, o ritmo e a lógica da plataforma.


O que fazer em vez disso:


  • Estudar experiências que já performam bem na plataforma

  • Entender como os usuários se comportam e interagem

  • Trabalhar com desenvolvedores e criadores nativos do ecossistema


No metaverso, autenticidade pesa mais do que perfeição.

Lançar experiências pontuais sem estratégia de retenção


É comum ver marcas investirem em um grande lançamento e desaparecerem logo depois.


A experiência é divulgada por alguns dias ou semanas e, em seguida, fica abandonada. Sem atualizações, eventos ou novos incentivos, os usuários não têm motivo para voltar.


Plataformas imersivas valorizam continuidade.


O que fazer em vez disso:


  • Planejar atualizações desde o início

  • Criar eventos por tempo limitado

  • Desenvolver sistemas que incentivem visitas recorrentes


Valor real surge com o tempo, não no dia do lançamento.



Esperar vendas imediatas sem construir relacionamento


Outro erro recorrente é tratar o metaverso como um canal de venda direta.


As pessoas não entram no Roblox ou Fortnite para comprar. Elas entram para jogar, socializar e se expressar. Forçar conversão cedo demais quebra a imersão.


Isso não significa que experiências imersivas não gerem vendas.


O caminho mais eficaz:


  • Construir conexão emocional primeiro

  • Usar recompensas, desbloqueios e benefícios exclusivos

  • Integrar a experiência a campanhas, lançamentos ou promoções maiores


Quando bem executado, o metaverso apoia tanto branding quanto performance.

Por que a maioria das falhas é estratégica, não técnica


A tecnologia já está pronta. O problema não está nas plataformas, mas na forma como elas são utilizadas.


Experiências de marca bem-sucedidas no metaverso combinam:


  • Objetivos claros

  • Storytelling consistente

  • Design interativo

  • Pensamento nativo da plataforma

  • Métricas bem definidas


Marcas que tratam o metaverso como um canal de longo prazo colhem resultados muito mais relevantes.

Antes de entrar no metaverso, vale refletir


Antes de desenvolver qualquer experiência, algumas perguntas fazem toda a diferença:


  • Por que essa experiência precisa existir?

  • O que o usuário vai lembrar depois de sair?

  • Como isso contribui para a marca além do hype inicial?


Responder a essas perguntas cedo é o que separa mundos esquecíveis de experiências memoráveis.

 
 

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